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Corpos de piloto e assistente mortos após queda de helicóptero são liberados

12/03/2018 08:59

Foram liberados pelo Instituto Geral de Perícias na tarde deste domingo (11) os corpos do piloto Antônio Mário Franco Aguiar, de 56 anos, e do auxiliar de pista Bruno Siqueira, 21, que morreram na quinta-feira (9) após a queda de um helicóptero em Joinville, no Norte catarinense. Uma terceira pessoa que morreu no acidente ainda não foi identificada. Um detento do regime semiaberto, que também estava na aeronave, sobreviveu e está internado em estado grave.

O helicóptero havia sido sequestrado em Penha, cidade a aproximadamente 70 km de Joinville, e caiu em uma rua, pegando fogo na sequência. O único sobrevivente, Daniel da Silva, foi retirado dos destroços por populares. Ele tem passagens por tráfico e porte ilegal de arma de fogo, foi preso em flagrante e está escoltado no hospital.

Testemunhas disseram às autoridades policiais que haviam escutado tiros antes da queda. O IGP informou que não havia marcas de tiros nos dois corpos liberados neste domingo.

Aguiar morava em Curitiba (PR) e Siqueira, em Penha. Não foram informados os horários e locais de velório e enterro do piloto. O auxiliar de pista vai ser velado a partir das 7h desta segunda-feira (12), na cidade em que ele vivia, e o sepultamento será no início da tarde.

A Polícia Federal investiga o caso, assim como o Serviço Regional de Investigação de Acidentes Aéreos (Seripa). A aeronave com prefixo PR HBB, modelo BELL 206, era da empresa Avalon Táxi-aéreo e fazia normalmente voos panorâmicos na cidade de Penha. Um vídeo flagrou o momento do acidente.

Sequestro

Dois dos quatro ocupantes são suspeitos do sequestro. Funcionários da Avalon disseram à PF que dois homens contrataram, na véspera do acidente, um sobrevoo de 50 minutos numa área que seria de propriedade deles em Joinville para, depois, retornar a Penha. A dupla pagou R$ 3,1 mil em dinheiro.

Segundo a Polícia Civil, que começou as investigações antes da PF assumir o caso, após a decolagem o piloto emitiu à sede da Avalon, em Curitiba (PR), um código avisando do sequestro.

Uma das suspeitas é que a intenção era que a aeronave fosse usada para resgatar um detento. O local da queda fica a 2 km de um presídio. Perto do local foram encontrados um revólver e uma pistola 9mm, que de acordo com a Polícia Militar está registrada em nome das Forças Armadas do Paraguai.

Fonte: G1 Santa Catarina
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