Frei Ângelo José Luís celebrou 3º dia do Tríduo de Santa Clara - Rádio Sentinela do Vale

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14 de Outubro de 2019

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Frei Ângelo José Luís celebrou 3º dia do Tríduo de Santa Clara

11/08/2019 05:00

Reportagem: Jean Carlo

Neste sábado dia 10 de agosto, na programação religiosa da Festa de Santa Clara no Poço Grande,a comunidade recebeu a presença de Frei Ângelo José Luís, ex-pároco da Igreja Matriz São Pedro Apóstolo, que veio pregar o último dia do Tríduo de preparação para a Festa da Padroeira das Comunicações.A missa iniciou com a procissão de entrada que teve a participação da família Pires pertencente a comunididade, que trouxe a imagem de Santa Clara e São Francisco até o altar da Capela.Em sua homilia, frei Ângelo lembrou que a passagem do evangelho do dia, alarta para que fiquemos em atitude de vigília, pois na hora em que menos pensais, virá o Filho do Homem» (Lc 12,40). Há que vigiar sempre, vivendo numa saudável tensão, “desinstalados”, pois somos peregrinos num mundo que passa, sendo que nossa verdadeira pátria é o céu.É rumo a esse destino que devemos orientar a nossa vida; quer queiramos quer não, a nossa existência terrena é um projeto que tem como fim o encontro definitivo com o Senhor, e neste encontro a quem muito foi dado, muito lhe será pedido; a quem muito foi confiado, dele será exigido muito mais! (Lc 12,48). Que tenha a inteligência evangélica para discernir qual é o verdadeiro tesouro! Que as riquezas do seu coração não sejam os deuses deste mundo, mas sim o amor, a verdadeira paz, a sabedoria e todos os dons que Deus concede aos seus filhos prediletos.Nesta noite foram apresentados com seus pais, os três novos coroinhas, Thiara, Gabriel e Ana Maria, que a partir de agora irão colaborar com os freis e ministros da eucaristia na preparação do altar durante as missas e celebrações que acontecerem na comunidade.Frei Ângelo abençou as vestes dos coroinhas e parabenizou os pais e principalmente essas crianças que aceitaram esta missão de estar colaborando com a igreja e destacou que a presença dos coroinhas nas celebrações é extremamente importante, pois eles ajudam não apenas o sacerdote, mas toda a comunidade a entender o riqueza da liturgia. O trabalho do coroinha não está restrito às missas. Ele é importante em outras celebrações litúrgicas da Igreja: Batizados, Casamentos, e também em outros momentos oracionais: procissões, novenas.O coordenador do CPC de Santa Clara Gilberto Schmitt, usou a palavra para agradecer em nome da comunidade, a presença de frei Ângelo, que quando pároco da Igreja Matriz, foi o responsável de apresentar o projeto da construção da Capela Santa Clara, para o Bispo da Diocese de Blumenau, que na época era Dom Angélico Sândalo Bernardino, que aprovou o projeto e a igreja foi construída, para atender a toda a comunidade.Ao final da missa, todos os pais foram chamados até o altar para serem homenageados pela comunidade, tabém foi rezada uma Ave Maria para os pais que já partiram.

História de Santa Clara

SantaClara-PTSanta Clara nasceu em Assis, em 1193, em uma família da nobreza italiana. Conta-se que seu nome surgiu de uma inspiração dada a sua mãe, a quem foi revelado que a filha haveria de iluminar o mundo com sua santidade.

Quando Clara tinha 18 anos, São Francisco pregou em Assis os sermões quaresmais na Igreja de São Jorge. As palavras do “poverello” acenderam o coração da jovem, que foi pedir-lhe, em segredo, que a ajudasse a viver segundo o Evangelho. São Francisco a animou em seu desejo de deixar tudo por Cristo. No Domingo de Ramos de 1212, Clara assistiu à bênção das Palmas na Catedral. Todos os fiéis se aproximavam para receber um ramo de oliveira, mas Clara ficou em seu lugar, por timidez. Ao ver isto, o Bispo levou o ramo até o lugar em que se achava. Nessa noite, Clara fugiu de sua casa e se dirigiu ao povo da Porciúncula, que distava dois quilômetros de onde vivia São Francisco com sua comunidade.

Neste local, Clara trocou seus finos vestidos por um hábito de penitente, que consistia em uma túnica de tecido áspero e uma corda de cinturão. São Francisco lhe cortou o cabelo. Como este não tinha fundado um convento para religiosas, conseguiu alojamento provisório para Clara no claustro das beneditinas de São Paulo, perto da Bastia. Os parentes de Clara já tinham planejado para ela um matrimônio e assim que souberam o que tinha acontecido, decidiram tirá-la do convento. Conta-se que Clara se aferrou com tal força ao altar, que rasgou as toalhas quando a arrancaram de lá. A jovem descobriu a cabeça para que vissem seus cabelos cortados e disse a seus amigos que Deus a tinha chamado a seu serviço e que ela estava disposta a responder.

Em pouco tempo, a irmã de Clara, Inês, foi unir-se a ela, o que desencadeou uma nova perseguição familiar. Mais tarde, São Francisco transferiu as duas para uma casa contigua à Igreja de São Damião, nos subúrbios de Assis, e nomeou Clara como superiora.

Ao cabo de alguns anos, havia já vários conventos das clarissas na Itália, França e Alemanha. A Beata Inês fundou uma ordem em Praga, onde tomou o hábito. Santa Clara e suas religiosas praticavam austeridades até então desconhecidas nos conventos femininos. Não usavam calçado e dormiam no chão, não comiam carne nunca e só falavam quando era necessário ou por caridade. Santa Clara imitou à perfeição o espírito de pobreza de São Francisco.

A partir de 1224, Clara adoeceu e, aos poucos, foi definhando. Em 1226, Francisco de Assis morreu, e Clara teve visões projetadas na parede da sua pequena cela. Lá, via Francisco e os ritos das solenidades do seu funeral que estavam acontecendo na igreja. Anteriormente, tivera esse mesmo tipo de visão numa noite de Natal, quando viu, projetado, o presépio, e pôde assistir ao santo ofício que se desenvolvia na Igreja de Santa Maria dos Anjos. Por essas visões, que pareciam filmes projetados numa tela, Santa Clara é considerada padroeira da televisão e de todos os seus profissionais.

Outro momento marcante da vida desta santa se deu em 1240, quando, portando nas mãos o Santíssimo Sacramento, defendeu a cidade de Assis do ataque do exército dos turcos muçulmanos.

Em 1228, Gregório IX acabou por conceder às clarissas o “Privilegium Paupertatis” para que ninguém pudesse obrigá-las a ter posses. Além disso, Santa Clara como verdadeira intérprete do espírito e tradição franciscanos, redigiu por sua conta uma regra que os reflete com fidelidade e que proíbe toda forma de propriedade individual ou comum. Inocêncio IV só aprovou esta regra dois dias antes da morte da Santa.

Santa Clara entregou sua alma a Deus no dia 11 de agosto de 1253, aos 60 anos de idade. Em 1255, menos de dois anos após sua morte, foi incluída no catálogo dos santos pelo Papa Alexandre IV.

Via Acidigital

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