Frei Germano Guesser celebrou 2º dia do Tríduo de Santa Clara - Rádio Sentinela do Vale

Gaspar / SC
19 de Novembro de 2019

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Frei Germano Guesser celebrou 2º dia do Tríduo de Santa Clara

10/08/2019 10:24

Reportagem: Jean Carlo

Na continuidade da programção dos 30 anos da Comunidade Santa Clara no Poço Grande, foi realizado na noite desta sexta-feira, 09, o 2º dia do Tríduo, que teve a presença ilustre do ex-pároco da Paróquia São Pedro Apóstolo de Gaspar, frei Germano Guesser, que atualmente está como pároco na Igreja Santo Antônio no centro de Florianópolis, juntamente com frei José Lino que também foi pároco da Igreja Matriz de Gaspar e pregou o Tríduo de Santa Clara na quinta-feira, 08.A missa teve também a participação do grupo de jovens da comunidade que encenou o Milagre Santa Clara de Assis que escutou a voz de Cristo durante um momento dramático e turbulento da história da Itália, no período em que o ambicioso imperador germânico, Frederico II, estava empenhado em conquistar a Sicília e a Itália, além de Roma e dos Estados Pontifícios. Seus esforços, somados à ação de seu exército, foram a causa de um antagonismo radical entre o seu império e o papado, gerando uma grande confusão na Igreja da Itália.
Durante o ano de 1244, a armada de Frederico assolou o vale do Spoleto, que era parte do patrimônio da Santa Sé. Seus soldados avançaram então em direção a Assis, mas eles se aproximaram primeiro do convento de São Damião, que ficava a meio caminho. Quando os soldados escalaram os muros e estavam prestes a invadir o claustro, as irmãs do convento acorreram apressadas para junto de sua já debilitada fundadora, Santa Clara, a qual lhes assegurou que Nosso Senhor as salvaria.
Ajudada pelas irmãs, Santa Clara dirigiu-se para a entrada do convento, levando consigo uma pequena caixa de marfim em que estava guardado o sacratíssimo Corpo de Cristo. Prostrando-se diante dele, a santa clamou em alta voz: "É do vosso agrado, meu Deus, entregar às mãos destas feras as filhas indefesas que eu nutri no vosso amor? Suplico-vos que protejais estas a quem eu já não sou mais capaz de proteger". Da hóstia ouviu-se sair a voz como de uma criança, dizendo: "Ter-vos-ei sempre sob meus cuidados".
Assim que os soldados viram o Santíssimo Sacramento, um pânico tomou-os de súbito e imediatamente os fez correr em retirada. É por causa deste episódio que Santa Clara costuma ser retratada com uma custódia ou um cibório em mãos. Clara mandou que, enquanto estivesse viva, as irmãs nunca mencionassem com ninguém esse fato.
O imperador Frederico II, causa de todos estes tumultos, aparentemente se reconciliou com a Igreja, já que sua tumba pode ser vista na catedral de Palermo. Manfredo, um dos filhos do imperador, escreveu a seu meio-irmão que, "transido de arrependimento em seu leito de morte, nosso pai submeteu-se como bom católico à sua Mãe, a Sacrossanta Igreja de Roma".Frei Germano parabenizou a bela apresentação e agradeceu a acolhida de todos e lembrou com muita alegria os 12 anos que esteve em Gaspar e aproveitou para convidar a comunidades e os amigos para visita-lo em Florianópolis, que não está tão longe de Gaspar a exemplo de quando esava em São Paulo, que mesmo assim de vez em quando recebia a visita de amigos gasparenses.

O coordenador do CPC de Santa Clara Gilberto Schmitt, em nome da comunidade agradeceu ao ex-pároco frei Germano Guesser, que atendeu o convite para pregar o 2º dia do Tríduo de preparação para a festa de Santa Clara deste ano de 2019.


História de Santa Clara

SantaClara-PTSanta Clara nasceu em Assis, em 1193, em uma família da nobreza italiana. Conta-se que seu nome surgiu de uma inspiração dada a sua mãe, a quem foi revelado que a filha haveria de iluminar o mundo com sua santidade.

Quando Clara tinha 18 anos, São Francisco pregou em Assis os sermões quaresmais na Igreja de São Jorge. As palavras do “poverello” acenderam o coração da jovem, que foi pedir-lhe, em segredo, que a ajudasse a viver segundo o Evangelho. São Francisco a animou em seu desejo de deixar tudo por Cristo. No Domingo de Ramos de 1212, Clara assistiu à bênção das Palmas na Catedral. Todos os fiéis se aproximavam para receber um ramo de oliveira, mas Clara ficou em seu lugar, por timidez. Ao ver isto, o Bispo levou o ramo até o lugar em que se achava. Nessa noite, Clara fugiu de sua casa e se dirigiu ao povo da Porciúncula, que distava dois quilômetros de onde vivia São Francisco com sua comunidade.

Neste local, Clara trocou seus finos vestidos por um hábito de penitente, que consistia em uma túnica de tecido áspero e uma corda de cinturão. São Francisco lhe cortou o cabelo. Como este não tinha fundado um convento para religiosas, conseguiu alojamento provisório para Clara no claustro das beneditinas de São Paulo, perto da Bastia. Os parentes de Clara já tinham planejado para ela um matrimônio e assim que souberam o que tinha acontecido, decidiram tirá-la do convento. Conta-se que Clara se aferrou com tal força ao altar, que rasgou as toalhas quando a arrancaram de lá. A jovem descobriu a cabeça para que vissem seus cabelos cortados e disse a seus amigos que Deus a tinha chamado a seu serviço e que ela estava disposta a responder.

Em pouco tempo, a irmã de Clara, Inês, foi unir-se a ela, o que desencadeou uma nova perseguição familiar. Mais tarde, São Francisco transferiu as duas para uma casa contigua à Igreja de São Damião, nos subúrbios de Assis, e nomeou Clara como superiora.

Ao cabo de alguns anos, havia já vários conventos das clarissas na Itália, França e Alemanha. A Beata Inês fundou uma ordem em Praga, onde tomou o hábito. Santa Clara e suas religiosas praticavam austeridades até então desconhecidas nos conventos femininos. Não usavam calçado e dormiam no chão, não comiam carne nunca e só falavam quando era necessário ou por caridade. Santa Clara imitou à perfeição o espírito de pobreza de São Francisco.

A partir de 1224, Clara adoeceu e, aos poucos, foi definhando. Em 1226, Francisco de Assis morreu, e Clara teve visões projetadas na parede da sua pequena cela. Lá, via Francisco e os ritos das solenidades do seu funeral que estavam acontecendo na igreja. Anteriormente, tivera esse mesmo tipo de visão numa noite de Natal, quando viu, projetado, o presépio, e pôde assistir ao santo ofício que se desenvolvia na Igreja de Santa Maria dos Anjos. Por essas visões, que pareciam filmes projetados numa tela, Santa Clara é considerada padroeira da televisão e de todos os seus profissionais.

Outro momento marcante da vida desta santa se deu em 1240, quando, portando nas mãos o Santíssimo Sacramento, defendeu a cidade de Assis do ataque do exército dos turcos muçulmanos.

Em 1228, Gregório IX acabou por conceder às clarissas o “Privilegium Paupertatis” para que ninguém pudesse obrigá-las a ter posses. Além disso, Santa Clara como verdadeira intérprete do espírito e tradição franciscanos, redigiu por sua conta uma regra que os reflete com fidelidade e que proíbe toda forma de propriedade individual ou comum. Inocêncio IV só aprovou esta regra dois dias antes da morte da Santa.

Santa Clara entregou sua alma a Deus no dia 11 de agosto de 1253, aos 60 anos de idade. Em 1255, menos de dois anos após sua morte, foi incluída no catálogo dos santos pelo Papa Alexandre IV.

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