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24 de Maio de 2019

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Motoristas enfrentam curvas perigosas e falta de iluminação

15/05/2019 10:24

No planalto Norte catarinense, as curvas perigosas e a falta de iluminação são alguns dos desafios enfrentados pelos motoristas nas duas principais ligações entre o litoral e a região. Na Serra Dona Francisca, há pouca sinalização e asfalto em más condições. Na Serra de São Bento, a situação é oposta, mas ainda com curvas sinuosas.

O NSC Notícias exibe nesta semana uma série de reportagens sobre as estradas que levam à Serra catarinense. Esta é a primeira delas, de um total de quatro.

Serra de São Bento

Logo após a área urbana de Corupá, na BR-280, encontra-se a placa que indica o início da Serra de São Bento. São aproximadamente 30 quilômetros de rodovia que ligam o Vale do Itapocu a São Bento do Sul.

Conforme os motoristas sobem a serra, é possível entender melhor a situação da rodovia. Apesar da beleza da vista, o condutor que passa pela BR-280 no trecho entre São Bento do Sul e Corupá precisa prestar bastante atenção. A rodovia, apesar do asfalto e sinalização em boas condições, tem muitas curvas sinuosas.

Quem mora na vizinhança diz que já viu muitos acidentes. "Quer ver dia de serração, com neblina, chuvisco, chove pouco, né? Quando chove pouco, é um perigo. O asfalto fica liso", declarou o comerciante Clarindo Engelhardt.

Por ter sido construída nas encostas das montanhas, é comum alguns pontos de deslizamento durante o inverno, quando as chuvas se tornam constantes. A rodovia também tem pouco acostamento e em alguns pontos, falta guard rail.

Serra Dona Francisca

Mais perigosa é a vizinha Serra Dona Francisca, na SC-418. Saindo de São Bento do Sul, são 40 quilômetros sentido Joinville até começar a descida da serra. A partir daí, são sete quilômetros perigosos.

A pista, com muitos buracos e desníveis, exige atenção redobrada. Mas o principal risco são as curvas. São oito e bastante fechadas. Foi numa delas que, em março de 2015, 51 pessoas morreram em um acidente com ônibus.

Não bastasse a geografia complicada, há ainda a imprudência dos motoristas. Com isso, só no ano passado, foram 500 acidentes, com 15 vítimas fatais.

"Os carros descem com mais velocidade e ultrapassam muito aqui. Eu acho até muito perigoso pra gente que está aqui também", disse a comerciante Verônika Colombesky.

Sem iluminação

Se com a luz do sol já é arriscado transitar pelo trecho, à noite não há iluminação nos postes, que estão desligados há quase dois anos.

"É uma SC muito perigosa, eu sempre passo por aqui nos meus finais de semana que eu estou de folga do meu serviço. Eu vejo que tem muitos buracos na rodovia, que a rodovia é sem iluminação nenhuma e também não tem sinalização na própria marcação de pista", afirmou o policial militar Danilo Oliveira dos Santos.

Em abril, a Justiça determinou que o Departamento Estadual de Infraestrutura (Deinfra) realize a conservação da rodovia, que envolve tapar os buracos, restabelecer a iluminação - que sofre com o vandalismo e furtos - e que instale guard rails.

Enquanto isso, o motorista se arrisca na estrada. "É algo comum, sempre acontece acidente. Pra você passar nessa pista aqui sem iluminação, como tem muita curva, se torna muito perigosa essa pista", continuou o policial.

Fonte: G1 Santa Catarina
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