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MPSC pede prisão preventiva de oficial de cartório acusado de matar namorada

11/07/2018 10:40
 

O Ministério Público de Santa Catarina (MPSC) encaminhou à Justiça pedido de prisão preventiva do oficial de cartório Paulo Odilon Xisto Filho, de 36 anos, acusado de matar a namorada, a modelo gaúcha Isadora Viana Costa, de 22 anos. O crime foi no dia 8 de maio, no apartamento dele, em Imbituba, no Sul do estado.

Réu por homicídio qualificado (motivo fútil, com pouca chance de defesa da vítima e feminicídio), a Justiça já negou dois pedidos de prisão preventiva do acusado feitos pela Polícia Civil, mas mandou que sejam cumpridas medidas cautelares.

O requerimento do MPSC para que Paulo seja preso foi feito após busca e apreensão, determinada pela Justiça, na pousada em que ele vive atualmente, em Imbituba. O Poder Judiciário deu prazo de cinco dias para a defesa se manifestar, antes da apreciação do novo pedido.

O Ministério Público acusa Paulo de ter imobilizado a namorada após uma discussão e dado vários golpes no abdômen dela, provocando a morte. Ele tem porte físico avantajado, pois é lutador de artes marciais, afirma o MPSC. Uma amiga dele, que é advogada, é acusada de ter alterado a cena do crime e responde na Justiça por fraude processual.

O advogado de defesa do réu, Bruno Seligman de Menezes, disse que as circunstâncias da morte ainda não estão completamente esclarecidas. O réu não tinha antecedentes criminais.

Relacionamento conturbado

Conforme a denúncia do MPSC, Paulo conheceu Isadora em Santa Maria (RS) em março deste ano, quando começaram a namorar. No dia 22 de abril, a jovem aceitou o convite para passar uns dias no apartamento dele, em Imbituba.

Ao passar a conviver com ele, a jovem disse a amigas que Paulo ficava agressivo e descontrolado quando estava sob efeito de drogas, diz a denúncia.

Investigação

A Polícia Civil foi acionada pelo hospital da cidade depois que a jovem morreu de causa desconhecida. Laudo do Instituto Geral de Perícias (IGP) apontou que a morte foi provocada por trauma abdominal.

Esse trauma, afirma a Polícia Civil, só poderia ser produzido a partir da ação de alguém. O crime teria ocorrido depois de um desentendimento.

“Naquela noite, ele passou mal, espumou pela boca e Isadora acionou a família dele. Pelo que levantamos nas investigações, ele escondia dos familiares que usava drogas. Depois que os parentes saíram, o casal discutiu e ele agrediu Isadora”, disse o delegado Raphael Rampinelli.

Segundo ele, na madrugada da morte a modelo deveria ter pego um ônibus em Tubarão para voltar para casa em Santa Maria. A apuração da polícia aponta que o casal vinha tendo diversas brigas, sendo que uma das motivações era o impasse sobre a permanência de Isadora em Imbituba.

Os socorristas do Corpo de Bombeiros que atenderam Isadora após a agressão disseram à polícia que o lençol da cama estava sujo de sangue. Porém, quando os investigadores chegaram, a cama estava sem lençol, que teria sido removido por uma amiga do acusado. Ela foi denunciada por fraude processual.

Medidas cautelares e pedido de prisão

No dia 4 de junho, a Justiça negou pedido de prisão preventiva e decretou o cumprimento de medidas cautelares, entre elas não ingerir bebida alcoólica, não se aproximar de envolvidos no inquérito nem deixar a comarca durante o andamento do processo.

Em nova solicitação de prisão, a Polícia Civil afirmou que o réu descumpriu parte das cautelares e que estaria havendo coação do delegado durante as investigações. Porém, no dia 5 de julho, o pedido foi negado, mas foi determinada busca e apreensão.

No despacho, o juiz Welton Rubenich disse que parte das medidas podem não ter sido cumpridas e que não descarta que o réu possa ter cometido novos delitos, mas que "as circunstâncias em que supostamente se deram esses novos fatos não são graves o bastante para a decretação da medida extrema, seja para fins da garantia da ordem pública, seja para fins da conveniência da instrução criminal".

O despacho também diz que, diante das provas colhidas até agora, "é inegável a presença da prova da materialidade e dos indícios de autoria dos crimes de homicídio qualificado, fraude processual e posse de acessório de arma de fogo de uso restrito".

Outro lado

A defesa do acusado disse que não é possível afirmar que o oficial do cartório foi o responsável pela morte da modelo.

“Faltam laudos ao processo. É uma fatalidade tanto para Paulo quanto para a família de Isadora, uma vez que tinham um relacionamento. As causas da morte súbita ainda não foram elucidadas. Precisamos verificar se a ingestão de substâncias entorpecentes podem ter relação com a morte”, afirmou Bruno Seligman de Menezes.

Fonte: G1 Santa Catarina
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